O Serviço Social e a Epidemia do Covid-19

Atualizado: Ago 25


Nos últimos dias, nossa equipe da ONG Pequeno Cidadão tem se reunido e conversado por inúmeras vezes para planejar o retorno das atividades presenciais e invariavelmente se depara com uma enorme interrogação: - Quem é capaz de precisar quando será o fim desse momento pandêmico, que se arrasta desde o longínquo março de 2020? Momento em que, enfim, as “autoridades brasileiras” resolveram reconhecer a epidemia e assim decretaram o estado de calamidade pública no Brasil em razão do novo corona vírus e seus resultados catastróficos, registrados no alto número de vítimas em todos os estados da federação. Até esse momento contabiliza em mais de 575.000 óbitos em território nacional.


Acredito que a única certeza que realmente temos é a de que nenhum de nós seremos os mesmos quando tudo isso acabar, nem pessoalmente nem profissionalmente. Durante esse período tivemos que nos reinventar diante de tantas adversidades. Nós do Serviço Social, não só da Ong Pequeno Cidadão, mas de todo o território brasileiro, tivemos que buscar novas formas e maneiras de exercitar nosso trabalho junto à comunidade, buscando entender a mudança necessária na forma de atendimento à população, já que as visitas domiciliares que é justamente uma das ferramentas mais eficientes em nosso trabalho não nos é permitida. Assim, como reuniões, encontros e outras atividades presenciais, atribuições extremamente importantes e necessárias para a intervenção profissional do serviço social na busca da leitura da complexidade, conjuntura e a realidade cotidiana de cada usuário de nosso serviço.


Sendo o Covid-19 um fenômeno global que afetou toda a esfera geográfica mundial, o fator mais relevante foi o fato de dar luz àquilo que nós, trabalhadores da assistência social, já tínhamos conhecimento que é enorme desigualdade social existente em nossa sociedade. Nesse momento de calamidade ficou escancarado, e mostrando o sofrimento da população que nada pode fazer para estancar essa dor que dizimou famílias inteiras e, deixou sequelas irreparáveis em nossa sociedade.


Culturalmente estávamos acostumados com relações familiares muito próximas. Nas comunidades, as pessoas, mesmo com poucos recursos se ajudam e preservam o convívio coletivo diário , nos encontros, seja para trabalhar, festejar ou mesmo rodas de bate papo. A pandemia obrigou a todos se isolarem em suas residências como forma de terem maior chance de lutarem pela sua sobrevivência, aumentando assim a vulnerabilidade social, visto que, nem todas as famílias, se enquadravam no perfil de famílias beneficiadas com o “auxilio emergencial” oferecido pelo governo federal.

Para melhor servir nossa comunidade, nossa equipe, decidiu fazer uso da tecnologia, a fim de que na medida do possível, pudesse dar continuidade ao acolhimento de famílias, não se distanciando e mantendo assim a comunicação direta e indo ao encontro de outras famílias que se encontram em situação de vulnerabilidade social e por algum motivo não consegue aceso a rede assistencial.


Sabemos que são dias difíceis, sim! Mas, temos certeza que findará e em breve estaremos todos vacinados e prontos para encararmos novos desafios nesse novo mundo. Mas o melhor de tudo ainda está por vir... e cabe a nós, que sobrevivemos a essa pandemia, lutarmos para fazermos de nosso novo mundo um lugar melhor e mais justo para se viver.


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